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Uso de IA na gestão cresce, mas ainda enfrenta resistência

 IA – A ideia de receber ordens de um algoritmo em vez de um gestor humano começa a deixar o campo da ficção para se aproximar da realidade no mercado de trabalho. Uma pesquisa recente da Universidade Quinnipiac, divulgada no fim de março de 2026, aponta que 15% dos norte-americanos aceitariam trabalhar em um emprego em que seu supervisor direto fosse um programa de inteligência artificial (IA).

Apesar disso, a resistência ainda é predominante: 80% dos entrevistados rejeitam a possibilidade de ter suas rotinas e tarefas coordenadas por uma máquina. Ainda assim, os dados indicam uma mudança gradual de mentalidade. O levantamento, realizado com quase 1.400 adultos, mostra que a aceitação da IA em posições de liderança começa a avançar, sobretudo em funções voltadas à produtividade, como a organização de tarefas e a definição de cronogramas.

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A maior disposição de parte dos trabalhadores em aceitar um “chefe de IA” ocorre paralelamente a um movimento corporativo que especialistas têm chamado de “The Great Flattening” ou “O Grande Achatamento”. Segundo análise do portal TechCrunch, empresas de tecnologia vêm adotando agentes de IA para reduzir níveis hierárquicos intermediários, tornando suas estruturas mais enxutas e diretas.

Na prática, essa tendência já pode ser observada em grandes companhias:
• A Amazon passou a utilizar fluxos de trabalho automatizados para assumir funções antes desempenhadas por gerentes médios.
• A Workday desenvolveu agentes de IA capazes de registrar e aprovar relatórios de despesas sem necessidade de intervenção humana.
• Na Uber, engenheiros criaram um modelo de IA baseado no próprio CEO, Dara Khosrowshahi, para avaliar propostas antes de reuniões presenciais.

Entre eficiência e insegurança

O avanço da inteligência artificial na gestão evidencia um paradoxo no ambiente de trabalho: ao mesmo tempo em que promete ganhos de eficiência operacional, também alimenta preocupações sobre o futuro do emprego.

De acordo com o estudo da Universidade Quinnipiac, 70% dos entrevistados acreditam que a evolução tecnológica deve reduzir o número de oportunidades de trabalho de forma geral. Ainda assim, há uma percepção menos pessimista quando o impacto é individual: apenas 30% dos profissionais empregados afirmam temer que seus próprios cargos se tornem obsoletos.

 

(Com informações de Olhar Digital)

(Foto: Reprodução/Freepik)

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