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Aumento da renda do trabalho impulsiona queda histórica da pobreza

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Aumento da renda do trabalho – A melhora da renda do trabalho e a ampliação das oportunidades de ocupação contribuíram para uma redução expressiva da pobreza nas principais regiões metropolitanas do Brasil. Entre 2021 e 2025, mais de 10 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza em 22 áreas metropolitanas monitoradas por estudo sobre desigualdade social e renda no país.

Os dados apontam que a taxa de pobreza atingiu 18,4% em 2025, o menor índice registrado desde o início da série histórica analisada. O resultado marca o terceiro ano consecutivo de queda e evidencia a influência do mercado de trabalho na melhoria das condições de vida da população de menor renda.

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Renda do trabalho foi decisiva

De acordo com o levantamento, o principal fator responsável pela diminuição da pobreza foi o crescimento dos rendimentos obtidos por meio do trabalho. O aumento da ocupação e da geração de renda permitiu que famílias ampliassem seu poder de compra e ultrapassassem a linha de pobreza.

A análise indica que a melhora observada não está relacionada a mudanças recentes nos programas de transferência de renda, uma vez que os valores pagos por benefícios sociais permaneceram sem alterações no período considerado. Dessa forma, o desempenho do mercado de trabalho aparece como o elemento central para explicar a evolução dos indicadores sociais.

Renda média bate recorde nas metrópoles

Em 2025, a média da renda domiciliar alcançou R$ 2.766 por pessoa, estabelecendo um novo recorde para o conjunto das regiões metropolitanas pesquisadas.

Apesar do avanço, o número de brasileiros vivendo em situação de vulnerabilidade ainda é significativo. Cerca de 15,2 milhões de pessoas permaneciam em condição de pobreza, com renda mensal de até R$ 729 por integrante da família.

Dentro desse grupo, aproximadamente 2,6 milhões de pessoas enfrentavam a extrema pobreza, sobrevivendo com até R$ 229 mensais por pessoa. Embora os números ainda sejam elevados, a taxa de extrema pobreza caiu para 3,2%, um dos menores níveis já registrados nas metrópoles brasileiras.

Embora a pobreza tenha diminuído, a concentração de renda segue sendo um dos principais desafios sociais do país. O estudo mostra que os 10% mais ricos receberam, em média, 16,1 vezes mais do que os 40% mais pobres em 2025.

O indicador de desigualdade também apresentou nível elevado. Isso demonstra que os ganhos econômicos não foram distribuídos de forma uniforme entre os diferentes grupos da população.

O nível de escolaridade pode ser um dos fatores que contribui para a manutenção da realidade de diferenças de remuneração no mercado de trabalho e o acesso desigual aos rendimentos provenientes de investimentos financeiros.

“Para os mais ricos, o mercado de trabalho tem efeito especial. Eles estão nas ocupações de maior remuneração, pois são aquelas de maior escolarização”, afirma o economista e sociólogo, professor do Programa de Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Observatório das Metrópoles, Marcelo Ribeiro.

Diferenças regionais reforçam desigualdades históricas

O estudo revela ainda que a pobreza e a desigualdade apresentam forte componente territorial. Regiões metropolitanas localizadas no Norte e no Nordeste registram, proporcionalmente, maiores índices de vulnerabilidade social quando comparadas às áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

As disparidades também aparecem na renda média da população. Enquanto o Distrito Federal apresentou renda domiciliar per capita média de R$ 4.401, a região metropolitana de São Luís registrou média de R$ 1.616, evidenciando diferenças significativas entre os centros urbanos brasileiros.

Os dados mostram que a diminuição da pobreza não elimina automaticamente a desigualdade de renda. O desafio permanece em criar condições para que o crescimento econômico seja acompanhado por uma distribuição mais equilibrada dos ganhos entre os diferentes segmentos da população.

(Com informações de Agência Brasil)
Estudo mostra que a desigualdade de renda continua sendo um dos principais desafios sociais do país. (Foto: Reprodução/Magnific/saydulislam1632)

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