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Caça a alienígenas que usou computadores em todo o mundo entra na reta final

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Computadores – Um dos mais conhecidos projetos científicos colaborativos da história está perto de concluir sua missão. Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Berkeley, analisam os 100 sinais mais promissores identificados pelo SETI@home, iniciativa criada para detectar possíveis transmissões de rádio de civilizações inteligentes fora da Terra.

O projeto se destacou por um modelo inédito de ciência cidadã: ao longo de 21 anos, milhões de pessoas ao redor do mundo cederam a capacidade de processamento de seus computadores pessoais para examinar dados coletados do espaço. Esse esforço resultou em um gigantesco catálogo com cerca de 12 bilhões de detecções iniciais.

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A maior parte desses registros, no entanto, não representava nada além de interferência terrestre. Sinais de satélites, emissões de televisão e até aparelhos domésticos geraram ruídos que precisaram ser cuidadosamente descartados. O desafio dos cientistas foi separar esse “lixo” radioelétrico de eventuais indícios de origem não humana.

Para isso, a equipe recorreu a algoritmos avançados e a supercomputadores localizados na Alemanha, capazes de aplicar análises de Fourier e dividir as frequências em faixas muito pequenas. O processo reduziu os bilhões de sinais originais para cerca de um milhão de candidatos. Após novas filtragens, apenas mil exigiram uma avaliação humana mais detalhada, até chegar aos 100 alvos considerados mais relevantes.

Esses últimos sinais passaram a ser reobservados com o telescópio FAST, na China, que tem uma área de coleta significativamente maior do que a do antigo observatório de Arecibo, em Porto Rico, onde os dados originais foram obtidos. Desde julho de 2025, o equipamento aponta para as coordenadas desses alvos, monitorando cada região por cerca de 15 minutos para verificar se o sinal se repete.

A repetição é um fator decisivo para descartar a possibilidade de ruídos aleatórios ou falhas pontuais. Mesmo com a expectativa cautelosa dos pesquisadores e a baixa probabilidade de uma detecção definitiva, o SETI@home deixa um legado relevante para a ciência.

Além de ampliar a sensibilidade das buscas por sinais no espaço, o projeto demonstrou que a colaboração entre computadores domésticos pode rivalizar – e até superar – a capacidade de grandes supercomputadores. Os resultados consolidados dessa iniciativa foram apresentados em dois artigos científicos publicados em 2025, detalhando tanto as análises quanto os métodos de aquisição e processamento dos dados.

(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik)

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