Fim ao software – Não. O software não morreu, não está em processo de extinção e tampouco deixará de existir. Essa foi a reação do CEO da Oracle, Mike Sicilia, ao comentar o avanço de ferramentas de inteligência artificial capazes de automatizar tarefas corporativas — algo que, segundo críticos, poderia reduzir o espaço do mercado tradicional de software.
Durante uma teleconferência com analistas, o executivo rebateu diretamente esse argumento. “Discordo completamente disso. Acredito que as ferramentas de IA e suas capacidades de programação seriam uma ameaça se não as estivéssemos adotando, mas estamos, e muito rapidamente”, adicionou.
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A fala do executivo ocorre em um momento de cautela entre investidores. Empresas de software enfrentam um ambiente de desconfiança em Wall Street, impulsionado pela expansão acelerada de soluções baseadas em inteligência artificial.
Segundo estimativas do mercado, companhias do setor perderam cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado em fevereiro. A queda foi intensificada após a Anthropic apresentar plugins de IA voltados ao agente Claude Cowork, um assistente digital capaz de automatizar diferentes tarefas corporativas.
A reação às previsões pessimistas não ficou restrita às empresas de software. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, também criticou a ideia de que a inteligência artificial poderia decretar o fim do software, classificando essa interpretação como “ilógica” e “desproporcional”.
Enquanto isso, companhias do setor buscam adaptar seus produtos ao novo cenário tecnológico.
Reinvenção e aposta em agentes de IA
Um exemplo é a Salesforce. Embora startups estejam gradualmente reduzindo o domínio da empresa no mercado de softwares de gestão de relacionamento com clientes, suas soluções seguem profundamente integradas às operações corporativas.
A plataforma da companhia administra mais de 50 trilhões de registros em tempo real, consolidando sua presença em grandes organizações. Nesse contexto, a empresa lançou o agente de inteligência artificial AgentForce.
“A Salesforce sobreviverá ao ‘apocalipse do SaaS’”, decretou o CEO da empresa, Marc Benioff.
(Com informações de Convergência Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik/acidj)