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China cria máquina que gera 1.900 vezes a gravidade da Terra para simular desastres

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China – A China está prestes a colocar em operação a centrífuga mais poderosa já desenvolvida para pesquisas científicas. Batizada de CHIEF1900, a máquina foi projetada para gerar forças de hipergravidade em amostras que podem pesar várias toneladas, possibilitando a simulação de desastres naturais em ambiente controlado.

O equipamento alcança uma capacidade nominal de 1.900 g·tonelada, medida que combina a intensidade da gravidade artificial aplicada com a massa do material analisado. Com esse desempenho, a CHIEF1900 supera tanto a CHIEF1300, sua antecessora imediata, quanto a antiga centrífuga que liderava o ranking mundial, mantida pelo Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos.

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A nova centrífuga integra o Centrifugal Hypergravity and Interdisciplinary Experiment Facility (CHIEF), um laboratório nacional instalado a 15 metros de profundidade no campus da Universidade de Zhejiang. A localização subterrânea foi escolhida para reduzir vibrações e garantir maior precisão nos experimentos.

O complexo faz parte de um grande projeto de infraestrutura científica aprovado em 2021, com orçamento de 2 bilhões de yuans, e está aberto à colaboração de pesquisadores chineses e estrangeiros.

A tecnologia se baseia no uso da força centrífuga para gerar acelerações centenas ou até milhares de vezes superiores à gravidade da Terra. Na prática, isso permite condensar processos que normalmente levariam décadas ou envolveriam grandes extensões geográficas.

Um exemplo é o teste de estabilidade de barragens. Em vez de analisar uma estrutura real com centenas de metros de altura, os engenheiros podem criar um modelo reduzido e submetê-lo a altos níveis de gravidade artificial, reproduzindo em poucas horas as mesmas tensões que ocorreriam ao longo de anos.

Além disso, a centrífuga pode ser usada para estudar a migração de poluentes no solo ao longo de períodos extremamente longos ou o comportamento de trilhos de trens de alta velocidade em interação com o terreno. Situações que seriam inviáveis de acompanhar em tempo real passam a ser observadas em escala acelerada dentro do laboratório.

(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Divulgação/Xinhua)

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