Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] I CNPJ: 15.579.279/0001-87
Home Notícias Cresce número de usuários que adotam ‘silêncio total’ nas redes sociais
Notícias

Cresce número de usuários que adotam ‘silêncio total’ nas redes sociais

Com menos postagens pessoais e mais conteúdos comerciais, redes sociais se assemelham cada vez mais a mídias tradicionais

276

Redes sociais – Depois de anos de intensa exposição nas redes sociais, um novo comportamento começa a ganhar força: o silêncio digital. A tendência, observada por pesquisas recentes e discutida pelo escritor Kyle Chayka em entrevista à BBC, aponta para uma possível transição rumo ao que ele chama de “postagens zero” — um cenário em que o ato de compartilhar a própria vida online deixa de fazer sentido para a maioria das pessoas.
De acordo com Chayka, especialmente entre os adultos da Geração Z, há um visível recuo na frequência de postagens. O que antes era uma extensão natural da vida social — fotos com amigos, momentos do cotidiano, registros de viagens — vem sendo substituído por um mar de conteúdos gerados por marcas, influenciadores e, mais recentemente, por inteligência artificial.

LEIA: Brasil pode ter no setor de TI um trunfo contra ‘tarifaço’ dos EUA

As redes, que já foram vistas como espelhos da vida pessoal, hoje se assemelham mais à televisão, segundo o autor. Para ele, a lógica atual privilegia anúncios e entretenimento passivo, afastando o usuário comum da vontade de se expor.
A mudança também reflete uma revisão da relação das pessoas com a própria privacidade. A ideia de que os jovens não se importam em compartilhar tudo publicamente parece estar sendo revista. Muitos preferem agora os bastidores: conversas em grupos fechados, mensagens diretas e aplicativos com interações mais íntimas e efêmeras.
Do ponto de vista das plataformas, isso não representa exatamente um problema — pelo menos por enquanto. Enquanto os usuários permanecerem consumindo conteúdo, o modelo de negócios baseado em publicidade continua funcionando. E se depender da indústria, o espaço deixado por quem deixou de postar deve ser ocupado por conteúdos gerados por IA, mais baratos e praticamente ilimitados.
Para Chayka, o ciclo de superexposição chegou ao limite. Ele prevê que, em breve, redes sociais se parecerão ainda mais com canais de mídia tradicionais, enquanto o aspecto relacional tende a migrar para outros formatos, como os grupos privados e, quem sabe, o mundo real.
A tendência ao silêncio, portanto, não é um abandono completo da internet, mas sim uma mudança no modo como nos conectamos — e no quanto estamos dispostos a sermos vistos.

(Com informações de g1)
(Foto: Reprodução/Freepik/Escapejaja)

Posts relacionados

IA já é parte do cotidiano de 58% dos trabalhadores, aponta pesquisa

Estudo mostra crescimento do uso de ferramentas como ChatGPT no trabalho e...

Maioria das mulheres líderes enfrentou barreiras de gênero na carreira

Estudo com mais de 1,5 mil profissionais aponta que 77% das mulheres...

Saiba como detectar câmeras escondidas usando seu celular

Câmera e lanterna do celular podem ajudar a identificar sinais de dispositivos...

Mensagem sobre suspensão de CNPJ por atraso no DAS-MEI é golpe, alerta Receita

Mensagem usa dados pessoais das vítimas para simular cobrança de impostos do...