Aprendizagem em sala de aula – A presença da tecnologia nas escolas estaduais de Mato Grosso do Sul nunca foi tão ampla. Nos últimos anos, a Rede Estadual de Ensino passou por um processo de modernização que recebeu mais de R$ 100 milhões em investimentos e levou para as salas de aula equipamentos digitais, plataformas educacionais e projetos de robótica voltados ao aprendizado.
O movimento acontece ao mesmo tempo em que o uso de celulares pelos estudantes foi regulamentado nas unidades escolares em 2025. Em vez de depender dos aparelhos pessoais, a proposta passou a concentrar o acesso às ferramentas digitais dentro da própria estrutura oferecida pelas escolas.
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Os recursos aplicados permitiram ampliar laboratórios de informática, renovar equipamentos, implantar novas plataformas de ensino e equipar as unidades com tecnologias que passaram a integrar o cotidiano das atividades pedagógicas.
Na prática, a estratégia busca garantir que a tecnologia esteja presente de forma organizada e alinhada aos objetivos educacionais. Um dos exemplos é a plataforma de protagonismo digital, criada para disponibilizar conteúdos compatíveis com o currículo e oferecer suporte aos professores durante as aulas.
Para a professora de inglês Luzimar Cristiane, a iniciativa também contribui para democratizar o acesso aos recursos digitais.
“É um cardápio confiável de conteúdos para enriquecer nossas aulas. Para o estudante, é a garantia de que o acesso à educação digital não depende dos celulares, depende da escola”, destaca.
Os reflexos dessa transformação já podem ser observados em diferentes unidades da rede. Na Escola Estadual Maria Constância de Barros Machado, em Campo Grande, a estudante Emily de Oliveira acompanha aulas que utilizam uma lousa interativa de 75 polegadas. O equipamento permite incorporar vídeos, gráficos e mapas às explicações dos professores, tornando o conteúdo mais dinâmico.
“Vim de uma escola particular que ainda usava Datashow. Agora, as aulas estão mais interessantes”, relata a aluna do 3º ano do Ensino Médio.
Outra frente de investimento envolve a robótica educacional, que vem sendo expandida desde 2022. Os kits distribuídos às escolas incluem motores, sensores, baterias e sistemas de programação, possibilitando que os estudantes desenvolvam projetos próprios e tenham contato com conceitos ligados à tecnologia e à inovação.
Na Escola Estadual Floriano Viegas Machado, o estudante Sidney Matheus Ferraz Sanchez, do 9º ano, vivenciou essa experiência ao construir seu primeiro robô.
“A gente começa montando e acaba criando um robô. Ele passa a se movimentar de acordo com os comandos programados e é como se ganhasse vida”, conta.
A proposta tem aproximado os alunos de áreas como programação, engenharia e inovação, além de oferecer aplicações práticas para conteúdos de disciplinas como matemática e física.
Em Aquidauana, a Escola Estadual Coronel José Alves Ribeiro recebeu recentemente os recursos de robótica. Mesmo com pouco tempo de implementação, a iniciativa já produziu resultados: em menos de dois meses, estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental foram inscritos pela primeira vez na Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR).
Mais do que incorporar equipamentos modernos ao ambiente escolar, a política adotada pela rede estadual busca utilizar a tecnologia como ferramenta de apoio ao ensino e à aprendizagem. A intenção é estimular o interesse dos estudantes, ampliar oportunidades e fortalecer o trabalho desenvolvido pelos educadores.
Nesse cenário, os celulares deixam de ocupar papel central durante as aulas, enquanto os recursos tecnológicos oferecidos pelas próprias escolas assumem protagonismo na formação dos estudantes. Entre lousas digitais, laboratórios, plataformas educacionais e oficinas de robótica, a rede estadual aposta na inovação como caminho para preparar os jovens para uma realidade cada vez mais conectada.
(Com informações de Campo Grande News)
(Foto: Reprodução/Magnific/Frolopiaton Palm/Imagem gerada por IA)