Segurança cibernética – A administração de Donald Trump prepara uma nova ordem executiva voltada à regulamentação da inteligência artificial e ao fortalecimento da segurança cibernética nos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas pelo site político norte-americano POLITICO, a medida deve ser anunciada nos próximos dias e prevê maior participação do governo federal no monitoramento de modelos avançados de IA.
A proposta surge em meio ao avanço acelerado das tecnologias de inteligência artificial generativa e ao aumento das preocupações envolvendo riscos cibernéticos, uso militar e impactos sobre infraestrutura crítica. O foco principal da iniciativa está nos chamados “modelos de fronteira”, considerados os sistemas mais sofisticados atualmente em desenvolvimento.
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Fontes ouvidas pelo POLITICO afirmam que representantes da indústria de tecnologia começaram a receber detalhes preliminares da proposta na noite de terça-feira. As negociações, segundo o veículo, vêm sendo conduzidas de forma reservada dentro da administração Trump, com expectativa de divulgação oficial ainda nesta semana.
Um dos pontos centrais da ordem executiva é a criação de um mecanismo voluntário de revisão federal para modelos avançados de IA antes de sua liberação ao público. Pela proposta, empresas de tecnologia poderão compartilhar seus sistemas com o governo até 90 dias antes do lançamento comercial, permitindo avaliações relacionadas a riscos cibernéticos, ameaças à infraestrutura crítica e possíveis aplicações militares ou maliciosas.
O tema provocou divergências dentro do próprio governo norte-americano. Nas últimas semanas, integrantes da administração chegaram a indicar que abandonariam qualquer modelo de supervisão federal obrigatória sobre inteligência artificial, numa tentativa de preservar um ambiente favorável à inovação e evitar resistência das empresas do setor. No entanto, o crescimento das preocupações envolvendo segurança nacional levou a Casa Branca a reconsiderar mecanismos de controle.
O texto em elaboração está dividido em duas frentes principais. A primeira trata da proteção cibernética. A segunda estabelece diretrizes para os chamados “modelos de fronteira coberta”, categoria que deve englobar sistemas altamente avançados capazes de operar em ambientes críticos ou executar tarefas sensíveis.
Na área de segurança cibernética, o Pentágono terá 30 dias para reforçar a proteção de redes e sistemas de telecomunicações considerados essenciais à segurança nacional. O governo também pretende acelerar o uso de soluções baseadas em inteligência artificial em órgãos federais e em setores estratégicos da infraestrutura americana, incluindo hospitais rurais, bancos comunitários e serviços públicos.
Outra medida prevista é a criação de um centro de compartilhamento de informações coordenado pelo Departamento do Tesouro. A estrutura funcionará como uma parceria voluntária entre empresas de IA e operadores de infraestrutura crítica para identificar vulnerabilidades e desenvolver mecanismos de proteção. Participarão da iniciativa órgãos como a Agência de Segurança Nacional (NSA), a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) e o Escritório do Diretor Nacional de Cibersegurança.
A administração Trump também pretende ampliar a contratação de especialistas em inteligência artificial. O Escritório de Gestão de Pessoal dos EUA (OPM) ficará responsável por expandir o programa “US Tech Force”, criado para atrair profissionais de IA para agências federais.
Já a segunda parte da diretiva deverá conceder 60 dias para que diferentes órgãos federais definam critérios técnicos capazes de determinar quais sistemas serão classificados como modelos de “fronteira coberta”. O processo contará com a participação do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST), do Tesouro, da CISA e de integrantes do alto escalão da Casa Branca, entre eles a chefe de gabinete Susie Wiles e Michael Kratsios, responsável pelo Escritório de Política Científica e Tecnológica.
Segundo o POLITICO, a palavra final sobre quais modelos se enquadrarão na nova estrutura regulatória ficará sob responsabilidade da NSA.
Empresas que aderirem voluntariamente ao programa precisarão cumprir três exigências principais: manter diálogo com o governo antes do lançamento de sistemas avançados, disponibilizar acesso antecipado aos modelos e permitir avaliações voltadas à proteção de infraestrutura crítica.
A movimentação acontece em um momento de crescente preocupação global com o uso de inteligência artificial em operações cibernéticas ofensivas. Um dos episódios que intensificaram o debate em Washington foi o lançamento do Mythos, modelo desenvolvido pela empresa Anthropic e apresentado recentemente a um grupo seleto de pesquisadores e companhias de tecnologia.
O caso aprofundou divisões dentro do próprio governo Trump. Enquanto setores ligados à segurança nacional defendem regras mais rígidas para modelos avançados de IA, integrantes mais próximos ao setor privado demonstram preocupação com o impacto que regulamentações excessivas poderiam ter sobre a competitividade dos Estados Unidos frente à China.
A nova ordem executiva busca justamente equilibrar esses dois interesses: manter a liderança norte-americana no desenvolvimento de inteligência artificial e, ao mesmo tempo, estabelecer mecanismos mínimos de mitigação de riscos estratégicos e cibernéticos.
Especialistas avaliam que a medida pode se tornar uma das iniciativas mais importantes da atual administração na área tecnológica. Embora o modelo previsto seja voluntário, a participação coordenada de órgãos militares, de inteligência e de segurança cibernética representa uma mudança significativa na postura da Casa Branca em relação ao monitoramento da IA.
Agora, a atenção se volta à reação das grandes empresas de tecnologia. Gigantes do setor defendem regras mais flexíveis e argumentam que controles excessivos podem desacelerar a inovação. Em contrapartida, autoridades de segurança nacional alertam que sistemas avançados de inteligência artificial já apresentam potencial para viabilizar ataques cibernéticos em larga escala, manipulação automatizada de informações e ameaças à infraestrutura crítica.
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(Foto: Reprodução/Magnific/DC Studio)