Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] I CNPJ: 15.579.279/0001-87
Home TI Gartner prevê queda da IA assistiva e avanço de sistemas autônomos
TI

Gartner prevê queda da IA assistiva e avanço de sistemas autônomos

Estudo aponta mudança estrutural no uso da inteligência artificial nas empresas, com foco crescente em sistemas que executam tarefas de forma autônoma

12

IA assistiva – Copilotos e consultores inteligentes baseados em inteligência artificial tendem a perder espaço nas estratégias corporativas nos próximos anos. De acordo com o Gartner, mais da metade das empresas deixará de investir em IA assistiva até 2028, migrando para plataformas autônomas capazes de atuar diretamente nos fluxos de trabalho em nome dos usuários.

Segundo a consultoria, esse novo modelo marca uma transição significativa na forma como a tecnologia é utilizada nas organizações. Em vez de executar tarefas com o auxílio de softwares, profissionais passarão a supervisionar sistemas que operam de maneira independente. A mudança deve impactar inicialmente fluxos de trabalho com alto volume de aprovações e sensíveis ao tempo, já que a inteligência artificial contribui para reduzir a “latência de decisão”.

LEIA: Opinião: Imprensa desinforma ao tratar direito do trabalhador como folga remunerada

O Gartner destaca que, apesar da transformação, as funções humanas não serão eliminadas. O papel dos profissionais evolui para o de “agentes administradores”, responsáveis por supervisionar resultados em vez de executar diretamente as atividades.

Em comunicado, o vice-presidente analista do Gartner, Alastair Woolcock, explica que o avanço das plataformas autônomas está ligado a uma mudança na arquitetura dos sistemas.

“Nesse ambiente, a autoridade de execução não é um recurso do produto. É uma posição arquitetônica que abrange o controle sobre identidade, permissões, aplicação de políticas, acesso ao sistema de registro e auditabilidade”, afirma. “Os fornecedores que incorporarem a IA nesse plano de controle moldarão a execução do fluxo de trabalho.”

A consultoria também projeta impactos relevantes para o mercado de software. Até 2030, empresas que optarem por apenas adicionar inteligência artificial como complemento a sistemas legados poderão enfrentar redução de margem de até 80%. A tendência, segundo o Gartner, é que as organizações passem a exigir soluções redesenhadas com foco em execução delegada e planos de controle mais robustos.

Isso envolve, entre outros pontos, a integração da orquestração de agentes aos sistemas de registro, a disponibilização de APIs de execução sensíveis a políticas e a aplicação de mecanismos de identidade, permissões e auditoria diretamente no plano de controle.

(Com informações de It Forum)

(Foto: Reprodução/Freepik/paripat9298)

Posts relacionados

86% dos CEOs preveem impacto da IA nos negócios até 2027

Estudo da EY-Parthenon mostra que 86% dos executivos no país projetam mudanças...

STJ afasta uso de relatório de IA como prova em processo penal

Decisão marca precedente ao excluir documento gerado por IA e reforçar exigência...

WhatsApp testa nomes de usuário para proteger número

Ferramenta começa a ser distribuída gradualmente e promete mais privacidade ao permitir...

TI

Trabalhadores relatam exposição a conteúdo perturbador em treinamento de IA

Reportagem aponta uso de dados pessoais, conteúdo protegido e material sensível no...