Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected]
Home TI IA mostra potencial no combate ao glaucoma; saiba
TI

IA mostra potencial no combate ao glaucoma; saiba

Pesquisadores acreditam que inovação poderá tornar exames mais acessíveis e ampliar a prevenção em áreas desassistidas

29

IA – Um algoritmo treinado foi capaz de identificar, a partir de uma única retinografia, se o paciente apresentava glaucoma — doença que afeta o nervo óptico e pode causar cegueira irreversível. O resultado foi relatado pelo coordenador do Setor de Glaucoma do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Rodrigo Lindenmeyer.

“A inteligência artificial ainda é muito incipiente no contexto de entrar no dia a dia, no cotidiano, na prática médica. E de os pacientes se beneficiarem desse tipo de situação hoje. Mas é muito promissor. Algumas ferramentas de inteligência artificial vão certamente criar métodos mais baratos, portáteis e mais acessíveis, principalmente em áreas mais desassistidas”, destacou o oftalmologista.

LEIA: Justiça proíbe trabalho infantil em redes da Meta sem aval judicial

Em entrevista à Agência Brasil, o especialista em glaucoma infantil e adulto ressaltou que, no caso descrito, o algoritmo demonstrou sensibilidade superior até mesmo ao software do próprio equipamento. No entanto, Lindenmeyer lembrou que, por enquanto, o uso da inteligência artificial no diagnóstico e no acompanhamento da doença permanece restrito à pesquisa.

“Precisa ainda de muita avaliação. Está restrito, basicamente, à área de pesquisa. Para que a gente realmente tenha ferramentas precisas e confiáveis que possam, aí sim, eticamente ser utilizadas na prática diária”, disse, projetando um prazo de ao menos dez anos até que a tecnologia possa estar disponível para os pacientes.

Desafio do diagnóstico

Segundo o médico, cerca de metade das pessoas com glaucoma em todo o mundo desconhece que tem a doença. “Isso está relacionado ao acesso à assistência médica, a limitações em alguns locais, à cultura de não fazer as revisões habituais mesmo que a visão esteja boa e que a pessoa esteja se sentindo bem”, explicou.

Lindenmeyer avalia que a inteligência artificial pode ser uma aliada importante nesse cenário. “Não somente a gente vai conseguir diagnosticar mais cedo como a gente vai conseguir levar isso para áreas de todo o mundo que carecem de recursos, onde métodos mais baratos e tão precisos serão disponibilizados”, destacou.

“Isso vai levar ainda um tempo, mas certamente esses valores de 50% de pessoas que não sabem ser portadoras provavelmente vão se modificar”, acrescentou.

O glaucoma é conhecido como uma enfermidade silenciosa, já que, na maioria das vezes, não apresenta sinais nos estágios iniciais. O problema costuma ser notado apenas em fases avançadas.

“Infelizmente, o glaucoma não dá sinais. Só pode ser detectado através do exame oftalmológico, quando for revisar óculos, quando for ao oftalmologista. É importante enfatizar que esse exame, completo, envolve medir a pressão ocular, olhar o fundo de olho, olhar o nervo óptico. Muitas vezes, a pressão pode estar bastante elevada e o paciente não vai perceber nada”, explicou Lindenmeyer.

Tratamento e fatores de risco

De acordo com o especialista, o tratamento tem como objetivo controlar a pressão intraocular, principal fator responsável pelo avanço da doença. “Mas o que já foi perdido não é recuperado”, alertou.

Inicialmente, o tratamento é feito com colírios. Em etapas seguintes, podem ser indicados procedimentos a laser e, em último caso, cirurgias. “Uma vez que se trata de um problema irreversível, se esse diagnóstico acontece tardiamente, poderão ocorrer perdas já significativas e que não irão melhorar com o tratamento”, disse.

A incidência do glaucoma cresce com a idade, especialmente após os 40 anos. “O glaucoma tem uma prevalência que vai aumentando com o passar dos anos – particularmente depois dos 40 anos.

A cada década, aumenta o risco de a pessoa desenvolver glaucoma. Determinados grupos étnicos têm uma tendência maior – afrodescendentes, pessoas de origem asiática, mulheres e míopes tendem a ter risco maior”, concluiu.

(Com informações de Agência Brasil)
(Foto: Reprodução/Freepik/dmytro_sidelnikov)

Posts relacionados

Polícia testa IA no atendimento de chamadas de emergência

Ferramenta lida com situações não emergenciais e encaminha apenas casos graves para...

Abelha robô abre caminho para polinização em outros planetas

Tecnologia em desenvolvimento pelo MIT recria movimentos de insetos e aponta soluções...

TI

Jovens são os mais afetados por perda de empregos para a IA

Recém-formados são mais afetados pela automação, enquanto profissionais experientes mantêm ou ganham...

TI

Japão mostra impactos de erupção do Monte Fuji com ajuda de IA

Autoridades ressaltaram que não há risco imediato, mas lembram que o vulcão...