Pingentes com IA – A chegada de uma nova geração de dispositivos de inteligência artificial, que inclui óculos inteligentes, broches, pingentes e gravadores de voz, vem acompanhada de preocupações sobre privacidade. As empresas que apostam em produtos capazes de observar, ouvir e responder ao ambiente enfrentam o desafio de conquistar a confiança dos consumidores.
Entre os dispositivos que mais provocam reações estão os óculos Ray-Ban da Meta. O produto combinou o design da EssilorLuxottica com recursos de inteligência artificial da empresa de Mark Zuckerberg e ajudou a popularizar os óculos inteligentes.
LEIA: Discord começa a estimar idade de usuários e impõe novas restrições a menores
Ao mesmo tempo, o dispositivo passou a ser alvo de críticas e de escrutínio em ações judiciais relacionadas à privacidade. Usuários também demonstram preocupação com possíveis gravações secretas, enquanto críticos alertam para um cenário em que a presença constante de óculos com IA poderia afetar expectativas de anonimato e consentimento.
No Reino Unido, estabelecimentos como a rede de pubs Wetherspoon restringiram o uso desses óculos.
Empresas testam novos formatos
A preocupação com privacidade também influencia a forma dos dispositivos. Fabricantes estão testando alternativas que vão de óculos e broches a pingentes e gravadores de voz acoplados magneticamente a celulares.
As diferentes opções fazem parte da tentativa de ampliar a aceitação dos produtos, segundo entrevistas realizadas pela Reuters com quase uma dúzia de executivos de tecnologia, analistas e especialistas jurídicos.
Algumas empresas vêm encontrando uma aceitação mais rápida desses dispositivos no setor empresarial do que entre consumidores comuns.
A discussão sobre privacidade pode influenciar o desenvolvimento de um mercado que empresas de tecnologia consideram uma possível próxima grande plataforma de computação. Recursos como câmeras sempre ligadas, microfones e capacidade de perceber o ambiente, que tornam os dispositivos vestíveis mais úteis, também podem dificultar sua adoção caso não haja confiança por parte do público.
“Os formatos vencedores serão aqueles que tornarem a interação mais natural, útil e confiável”, disse Jay Kim, vice-presidente executivo da divisão de dispositivos móveis da Samsung, em entrevista à Reuters em julho. À medida que a IA assume mais tarefas, disse ele, os usuários exigirão sistemas que permaneçam seguros e sob seu controle.
A Samsung planeja entrar no mercado de óculos inteligentes ainda neste ano por meio de parcerias com a Gentle Monster e a Warby Parker, mas não vê os dispositivos como substitutos dos smartphones.
Privacidade pode definir futuro das startups
Para algumas startups, solucionar as preocupações relacionadas à privacidade pode ser fundamental para a continuidade de seus produtos.
Em conversa com jornalistas em dezembro, o CEO da OpenAI, Sam Altman, apresentou sua visão de um dispositivo que permaneceria sempre ligado, capaz de compreender o ambiente ao redor do usuário e identificar quando deveria ajudar ou permanecer em silêncio.
Para Altman, produtos desse tipo precisariam, em última instância, processar dados localmente em vez de enviar continuamente as informações para a nuvem.
“Você quer um dispositivo em que possa confiar… que tenha o contexto completo e saiba quando ser útil e quando não ser”, afirmou ele à época. “Se um dispositivo vai ficar ouvindo e observando toda a sua vida, a maioria das pessoas não vai querer que isso seja feito em um servidor na nuvem.”
O executivo acrescentou que o processamento local de IA “pode levar mais alguns anos”, dependendo da velocidade com que a OpenAI consiga ampliar a capacidade de seus processadores.
Óculos sem câmera
A preocupação com privacidade também aparece no desenvolvimento de novos produtos. A imprensa informou que a Meta deve apresentar óculos inteligentes sem câmera nesta quarta-feira (23), durante uma conferência da empresa.
A movimentação ocorre enquanto empresas de tecnologia buscam conquistar espaço em um mercado de smartphones avaliado em mais de US$ 600 bilhões.
O avanço desses dispositivos, porém, depende não apenas de sua capacidade tecnológica, mas também da aceitação do público. Para as empresas, encontrar um equilíbrio entre recursos de inteligência artificial, utilidade e controle sobre os dados pode ser determinante para a adoção dos produtos.
CONHEÇA A BEE FENATI
A Bee Fenati é uma rede social pensada para a categoria TI. Lá, o profissional de tecnologia troca experiências com colegas de profissão, se mantém atualizado sobre as novas tendências do setor de tecnologia, turbina o seu currículo com cursos e certificações, encontra vagas disponíveis no mercado e ainda ganha descontos e cashback em centenas de grandes marcas parceiras. (Saiba mais)
Recupere o valor da sua contribuição
Na Benefícios Rede Bee, o profissional de TI acessa descontos em centenas de grandes marcas, com muitas delas oferecendo cashback. A partir de R$ 20 acumulados em sua carteira digital, você pode transferir o dinheiro direto para sua conta bancária. (Saiba mais)
Capacitação profissional
A Fenati Academy, você acessa milhares de cursos e diversas certificações internacionais gratuitas – ou com descontos exclusivos – de parceria de renome no mercado, como a Cisco e a Oracle. Você também ganha bolsa integral de acesso ao Sindplay, streaming de capacitação em TI apelidado pela mídia especializada como a “Netflix de TI”. (Saiba mais)
Encontre a vaga ideal
A Bee Hunter é uma plataforma inteligente que utiliza tecnologia e IA para tornar a busca por vagas mais eficiente, estratégica e conectada ao perfil de cada usuário. A ferramenta cruza currículos com vagas disponíveis e indica a melhor oportunidade em emprego para você. Ela ainda sugere cursos disponíveis na Fenati Academy para te ajudar a ficar mais perto do emprego que você está buscando. (Saiba mais)
Baixe o aplicativo da Bee Fenati agora na APP STORE (IOS) OU PLAY STORE (ANDROID) e aproveite!
(Com informações de Folha de S.Paulo)
(Foto: Reprodução/Magnific)