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Tempestade solar histórica espalha auroras boreais por diversos continentes

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Auroras boreais – Uma explosão solar de grande intensidade provocou um fenômeno raro nos céus de várias partes do mundo. Na segunda-feira (19), uma forte ejeção de massa coronal, enorme nuvem de partículas lançada pelo Sol, atingiu o campo magnético da Terra, desencadeando uma tempestade geomagnética severa, classificada como G4, um dos níveis mais elevados dessa escala.

A explosão responsável foi de classe X1.9, considerada a mais intensa, e levou apenas um dia para percorrer os cerca de 147 milhões de quilômetros que separam o Sol do planeta. O impacto teve efeitos visíveis e técnicos. No céu, auroras boreais surgiram em regiões onde o fenômeno é extremamente incomum, como o norte de Portugal e áreas do sul dos Estados Unidos.

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Além do espetáculo visual, o evento acendeu alertas em diversos setores. Tempestades geomagnéticas dessa magnitude podem interferir no funcionamento de satélites, sistemas de GPS e até redes de energia elétrica, exigindo atenção redobrada de operadores e autoridades.

A atividade solar recente também chamou atenção pelo nível de radiação emitido. A tempestade foi considerada a mais intensa em termos de radiação desde 2003, alcançando o nível S4 de radiação solar, o mais elevado.

Esses episódios ocorrem quando a energia acumulada em manchas solares é liberada de forma abrupta, lançando plasma e partículas carregadas pelo espaço. Neste caso, a nuvem atingiu a Terra com uma orientação que facilitou a entrada dessa energia no campo magnético do planeta, como se tivesse se “encaixado” nele.

Em Portugal, registros de auroras foram feitos em cidades como Bragança, Vila Pouca de Aguiar e Grândola, algo extremamente raro no país, segundo o Euronews. Fenômenos semelhantes também foram relatados em locais distantes entre si, como Alemanha, Hungria, China e Canadá. As luzes apareceram em tons de verde, vermelho e magenta, visíveis em latitudes muito baixas para esse tipo de ocorrência, longe das regiões polares.

Apesar da intensidade do episódio, a expectativa é de enfraquecimento ao longo desta terça-feira (20). Ainda assim, operadores de satélites e de sistemas críticos seguem monitorando a situação. Caso o vento solar permaneça instável, novas auroras poderão surgir nos próximos dias.

(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik/Imagem gerada por IA)

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