Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] | CNPJ: 15.579.279/0001-87
Notícias

Alta demanda por canetas emagrecedoras pressiona regulação da Anvisa

Canetas emagrecedoras – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que pretende intensificar as regras para a importação e manipulação de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”, em meio ao aumento expressivo da entrada de insumos farmacêuticos no país. A medida busca responder às preocupações com possíveis irregularidades e ao crescimento do uso dessas substâncias fora das recomendações aprovadas.

Nos últimos meses, a importação de insumos farmacêuticos ativos (IFAs), como os utilizados na produção de tirzepatida (nome comercial do Mounjaro), registrou alta significativa. Entre novembro de 2025 e abril de 2026, mais de 100 quilos do insumo foram trazidos ao Brasil, quantidade suficiente para a fabricação de cerca de 20 milhões de doses de 5 mg. Esse avanço impulsionou o modelo em que farmácias de manipulação produzem medicamentos sob demanda, aumentando a circulação dessas substâncias e levantando dúvidas sobre o cumprimento das normas sanitárias.

LEIA: Indústria brasileira acelera uso de IA e amplia eficiência produtiva

A Anvisa identificou que algumas farmácias estariam comercializando esses produtos como se fossem próprios ou em grande escala, o que contraria as regras da manipulação. Diante disso, a agência pretende impedir esse tipo de prática e reforçar a fiscalização do setor. Apesar do anúncio, o órgão ainda não detalhou quais mudanças específicas serão implementadas nas normas.

Além das questões regulatórias, o aumento do consumo também acendeu um alerta sobre a segurança dos pacientes. Um estudo apontou que 26% dos relatos de efeitos adversos estão ligados ao uso fora das indicações aprovadas, prática conhecida como uso off-label. A Anvisa destacou os riscos associados ao uso sem prescrição médica, sem acompanhamento profissional ou para finalidades não previstas em bula, especialmente no caso dos medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, utilizados no tratamento de diabetes e obesidade.

(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik)

Artigos relacionados

Saiba por que 27% dos brasileiros pretendem mudar de emprego

Pesquisa aponta que organizações precisam investir em desenvolvimento, reconhecimento e qualidade de...

Lucro do FGTS: Conselho decide fatia a ser distribuída aos trabalhadores

Valor será depositado automaticamente nas contas vinculadas até o fim de agosto,...

IA projeta casas do futuro com arquitetura inovadora e tecnologia integrada

Projeção baseada em tendências da arquitetura, da inteligência artificial e da sustentabilidade...

Restituição do IR pode ser liberada até para quem não fez declaração; entenda como

Contribuintes que tiveram Imposto de Renda retido na fonte, mas não eram...