Uso da tecnologia na negociação coletiva – O avanço da tecnologia e seus desdobramentos na sociedade moderna e no futuro do trabalho foram um dos principais destaques do Encontro Nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), uma das maiores centrais sindicais do País, que ocorreu na última semana, entre os dias 14 e 16 de maio.
Com o tema “Unidos pelo Brasil: Justiça, Democracia e Soberania”, o encontro reuniu centenas de lideranças sindicais, autoridades do Executivo, Judiciário e Legislativo, representantes do Ministério Público e da Justiça do Trabalho, além de grandes especialistas em temas essenciais para o movimento sindical.
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Dentre os participantes dos debates e solenidades estavam o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o deputado federal André Figueiredo e a ex-ministra e deputada federal Marina Silva. Neste contexto, a tecnologia teve papel destacado ao longo dos três dias de debates.
Uso da tecnologia na negociação coletiva
Durante a mesa “Negociação Coletiva na prática: estratégia, dados e preparação”, a tecnologia ocupou o centro debate. Presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação – Fenati, Emerson Morresi falou sobre o papel central do uso de ferramentas de inteligência de dados na formulação de estratégias utilizadas na preparação para a realização de negociações coletivas.
“O sindicato precisa utilizar todas as ferramentas que possui ao seu alcance para conquistar melhores salários e condições de trabalho para os trabalhadores que representa. E a tecnologia tem papel fundamental nesse processo. É o que estamos fazendo na Fenati”, defendeu Morresi, que foi nomeado vice-presidente da CSB no evento, reforçando o crescimento e o protagonismo do setor de TI no mundo sindical atual.
O uso da tecnologia pela federação de TI tem dado resultado: a federação conquistou, ao lado dos seus sindicatos filiados, a jornada de trabalho de 40 horas semanais para os profissionais de TI em estados como São Paulo e Paraná, e cidades polo-tecnológicas como Uberlândia, em Minas Gerais. No caso do Paraná, a Fenati também já garantiu na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria a proibição da escala 6×1.
Fenati em processo de expansão
A redução da jornada de trabalho e fim da escala 6×1 ganharam repercussão nacional nos últimos meses, recebendo amplo dos trabalhadores e da sociedade de uma maneira geral. Atualmente, diversas propostas estão sendo debatidas na Câmara do Deputados e no Senado Federal, com previsão de votação para a próxima semana.
Atualmente, a Fenati conta com 17 sindicatos filiados em onze estados brasileiros: Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. O projeto da federação é prosseguir no seu processo de expansão, garantindo avanços para profissionais de tecnologia de todo o Brasil.
“A federação segue em expansão e não vamos descansar até que todo trabalhador de tecnologia no País seja valorizado e reconhecido pelo seu papel decisivo no desenvolvimento das cidades e dos estados onde residem ou prestam serviços, e do Brasil de uma maneira geral”, promete Morresi.
Sindicatos de TI de todo o Brasil no evento
Com o objetivo de integrar os sindicatos de TI nas discussões a respeito do futuro do trabalho, a Fenati convidou os seus sindicatos filiados para que participassem do evento na capital paulista, reunindo uma dezena de entidades sindicais, de sete estados diferentes, para participar do encontro de relevância nacional e que reuniu centenas de sindicalistas.
O evento contou com a presença de representantes do Sindpd-SP, Sinttec-MG (Uberlândia), Sitepd-PR, Sintipar-PR, Sintinorp, Sindpd-MT, SPPD-MS, Sindpd-MA, Sindierj e Sintappi-MG.
“Foi muito importante para nós contarmos com a presença de companheiros de diversos sindicatos de TI no Brasil, compartilhando com dirigentes das mais diversas categorias do País as experiências positivas que estamos tendo na federação”, comenta o presidente da Fenati.
“Foi enriquecedor para a Fenati e seus sindicatos parceiros termos a oportunidade de aprender com alguns dos maiores especialistas da atualidade sobre como podemos avançar dia após dia para garantir melhores condições de trabalho e de vida para os profissionais de TI”, complementa o líder sindical.
IA, Compliance e LGPD
O advento da Inteligência Artificial (IA) teve um painel de debates exclusivo para tratar dos desafios e possíveis utilizações da ferramenta em relação ao departamento de Compliance das empresas e no cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
A mesa foi composta pela advogada e Diretora Regional de Compliance e Privacidade de Dados da Nissan, Marisa Peres, por Leandro Morales, especialista em Forense Digital e Segurança da informação e CEO da STWBrasil, e por Carlos Augusto, fundador e CEO do Grupo GenIA, referência em inteligência artificial avançada e automação inteligente.
“Precisamos tratar a IA como uma ferramenta aliada. Nenhuma IA consegue atender sem o retoque humano e nenhuma equipe consegue atender em larga escala como a IA. Os processos de segurança são essenciais para garantir o uso ético dos dados”, afirmou Carlos Augusto.
(Foto: Divulgação/CSB)