Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] | CNPJ: 15.579.279/0001-87
TI

Ataque explora falha no WhatsApp que permite acesso a dispositivo das vítimas

WhatsApp – Um grupo de usuários do WhatsApp para iPhone e Mac pode ter sido alvo de uma campanha de espionagem que explorou uma falha de segurança recentemente corrigida. A brecha explorava o processo de sincronização de mensagens entre dispositivos, que, segundo a plataforma, não realizava uma verificação completa, permitindo que terceiros processassem conteúdos maliciosos diretamente no dispositivo da vítima.

O WhatsApp informou que enviou alertas aos usuários afetados com orientações para restaurar seus dispositivos e manter sempre o aplicativo atualizado.

LEIA: Setor público acelera corrida por IA soberana e agentes inteligentes

De acordo com o aplicativo, a falha poderia ser combinada com uma vulnerabilidade da Apple, na qual arquivos de imagem mal-intencionados corrompiam a memória do dispositivo. Tanto o WhatsApp quanto a Apple afirmaram que essas vulnerabilidades podem ter sido utilizadas em ataques contra alvos específicos.

As versões afetadas do WhatsApp são:

• WhatsApp para iOS (antes da versão 25.21.73)
• WhatsApp Business para iOS (antes da versão 25.21.78)
• WhatsApp para Mac (antes da versão 25.21.78)

Para conferir a versão do WhatsApp no dispositivo, o usuário deve acessar “Ajustes” (ícone da engrenagem) e, em seguida, “Ajuda”.

Ataque ‘zero-clique’

A falha permitiu a execução de ataques do tipo “zero-clique”, segundo a empresa de cibersegurança ISH Tecnologia. Nesse tipo de ataque, o usuário não precisa realizar nenhuma ação, como clicar em links ou baixar arquivos, para que o dispositivo seja invadido.

“É um ataque muito sofisticado que envolve conhecimento avançado da vulnerabilidade”, explicou Paulo Trindade, gerente de Serviços de Segurança Cibernética da ISH Tecnologia.

Com a possibilidade de enviar arquivos maliciosos, cibercriminosos poderiam instalar programas espiões capazes de controlar praticamente todo o celular, incluindo câmera, microfone e histórico de chamadas.

“Essas vulnerabilidades ocorrem em diversos sistemas. Ao escrever o código, pode não haver uma falha, mas ela surge ao ser combinada com outros fatores”, acrescentou Trindade.

(Com informações de O Globo)
(Foto: Reprodução/Freepik/EyeEm)

Artigos relacionados

TI

Falha em programa da Meta reacende debate sobre privacidade no treinamento de IA

Programa foi suspenso depois que uma falha permitiu o acesso indevido a...

TI

Nova atualização do Google pode usar mídias no treinamento de IA; saiba como desativar

Mudança nas configurações de privacidade separa controles de histórico e personalização, ativa...

TI

Ataque no npm usa pacote falso para instalar malware em desenvolvedores

Pesquisadores identificam pacotes maliciosos que se passam por ferramentas populares para atingir...

TI

Trabalhadores da Hyundai aprovam greve em reação a robôs na produção

Decisão ocorre após planos de uso de IA e humanoides em fábricas...