Fiscalização sobre IA – A China anunciou uma nova ofensiva para reforçar a fiscalização sobre o uso de inteligência artificial no país, ao mesmo tempo em que amplia medidas de incentivo para sua adoção em diferentes setores da economia.
A iniciativa é liderada pela Administração do Ciberespaço da China (CAC), principal órgão regulador da internet no país, que lançou uma campanha voltada ao combate de irregularidades envolvendo aplicativos de IA. A ação foi divulgada em comunicado oficial e terá duração de quatro meses, dividida em duas etapas.
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Segundo o órgão, o objetivo é enfrentar “práticas ilícitas em aplicativos de IA”, com foco em problemas como falhas na revisão de segurança, manipulação de dados, conhecida como “envenenamento”, inconsistências no registro de modelos e ausência de identificação adequada de conteúdos gerados por inteligência artificial.
A campanha também mira o uso indevido desses conteúdos, incluindo a circulação de informações falsas, materiais classificados como “violento e vulgar”, falsificação de identidade e conteúdos que possam afetar menores de idade.
De acordo com o CAC, conteúdos considerados ilegais ou prejudiciais serão removidos, e contas ou plataformas que descumprirem as regras estarão sujeitas a punições.
Incentivos caminham em paralelo
Enquanto endurece a fiscalização, o país também adota medidas para impulsionar o uso da tecnologia. O banco central chinês anunciou a ampliação do suporte a empréstimos voltados à modernização tecnológica, passando a incluir investimentos em inteligência artificial, equipamentos e serviços de software.
A expectativa, segundo comunicado oficial, é aprimorar a oferta de crédito com foco em empresas que buscam incorporar soluções de IA em suas operações.
O movimento indica uma estratégia dupla: reforçar o controle sobre riscos associados à tecnologia enquanto estimula sua expansão em setores considerados estratégicos.
(Com informações de g1)
(Foto: Imagem gerada por IA/Freepik)