Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] I CNPJ: 15.579.279/0001-87
Home Notícias CSB divulga nota técnica contra a Reforma Administrativa e alerta para riscos à população
Notícias

CSB divulga nota técnica contra a Reforma Administrativa e alerta para riscos à população

Entidades sindicais e especialistas alertam que proposta traz o risco de precarização do serviço público e perda de capacidade estatal

217

Reforma Administrativa – A Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) divulga nota técnica posicionando-se contra à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 38/2025, chamada de Reforma Administrativa. O documento analisa os impactos da proposta e a classifica como um “projeto de desmonte institucional” que ameaça a estabilidade do serviço público e a capacidade do Estado de garantir direitos sociais.

“A CSB reafirma sua posição contrária à proposta, por entender que ela não se trata de uma modernização da máquina pública, como se tenta fazer crer, mas de um projeto de desmonte institucional, articulado sob o discurso tecnocrático da eficiência e da meritocracia, que visa subordinar o Estado brasileiro à lógica fiscalista e privatizante”, argumenta a central no documento.

LEIA: Cães azuis de Chernobyl intrigam cientistas e levantam mistério

A PEC 38/2025 foi formalmente apresentada em 2 de outubro e integra um pacote mais amplo, composto também por um Projeto de Lei Complementar (PLP) e um Projeto de Lei Ordinária (PL). A aprovação da PEC exige 308 votos na Câmara dos Deputados e 49 no Senado Federal, enquanto o PLP necessita de 257 e 41 votos, respectivamente.

Principais críticas

A nota técnica destaca que a proposta altera mais de 40 artigos da Constituição Federal e introduz mudanças profundas no regime jurídico dos servidores. Entre os pontos criticados estão:

    • Cargos temporários de até 10 anos: a PEC prevê a criação de vínculos temporários sem estabilidade, o que “abre brechas para clientelismo, rotatividade e perseguição política”;
    • Avaliação de desempenho punitiva: o texto institui um regime de avaliação contínuo que poderá resultar em demissão por “insuficiência de desempenho”, sem garantia de ampla defesa;
    • Fim de direitos históricos: a proposta extingue adicionais por tempo de serviço, licenças-prêmio e progressões automáticas, sob a justificativa de eliminar “privilégios”;
    • Tabela remuneratória única: a unificação nacional de faixas salariais ignora as especificidades regionais e a autonomia de estados e municípios;
    • Teto de gastos permanente: a PEC vincula reajustes salariais ao IPCA e impõe limites rígidos à despesa com pessoal, o que, na prática, inviabiliza a recomposição de carreiras e a expansão de serviços.

“O que está em jogo não é apenas a situação funcional dos servidores, mas a própria concepção de Estado prevista na Constituição de 1988: um Estado democrático, republicano, indutor do desenvolvimento e garantidor de direitos sociais“, afirma a CSB.

A Reforma Administrativa é defendida pelo Congresso como necessária para modernizar a gestão pública e garantir sustentabilidade fiscal. No entanto, entidades sindicais e especialistas têm alertado para o risco de precarização do serviço público e perda de capacidade estatal.

A CSB e defende como alternativa a valorização das carreiras, a regulamentação da negociação coletiva no serviço público (Convenção 151 da OIT) e a revogação do atual arcabouço fiscal.

Leia a nota técnica da CSB na íntegra clicando aqui.

Posts relacionados

ECA Digital entra em vigor e impõe novas regras para menores na internet

Legislação sancionada em setembro cria regras para segurança, controle de acesso e...

Desigualdade aparece cedo na carreira das mulheres, revela pesquisa

Profissionais relatam chegar a um “teto” de crescimento quando tentam migrar para...

Golpe da falsa entrega dispara em 2025 com uso massivo de SMS

Golpistas utilizam dados reais e mensagens personalizadas para aumentar a credibilidade das...

Saiba como declarar salário no IR 2026 e evitar a malha fina

Contribuintes que receberam acima de R$ 35.584 em rendimentos tributáveis no ano...