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Pesquisadora do MS vence Prêmio Mulheres e Ciência do CNPq

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Pesquisadora do MS – A professora e pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFSM), Letícia Couto Garcia, está entre as vencedoras do 2º Prêmio Mulheres e Ciência, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ela foi selecionada na área de Ciências da Vida, na categoria “Estímulo”.

Letícia é a única contemplada de Mato Grosso do Sul nesta edição. As demais premiadas são dos estados do Espírito Santo, Bahia, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Pará e Piauí. Ao todo, o prêmio recebeu 684 inscrições e também contempla as categorias “Incentivo”, “Trajetória” e “Mérito Institucional”.

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Há sete anos, a pesquisadora fundou e coordena o Laboratório Ecologia da Intervenção, vinculado ao Instituto de Biociências da UFMS. O laboratório integra o programa de pós-graduação em Biologia Vegetal e desenvolve estudos voltados à restauração, intervenção e conservação dos biomas Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica.

“Fiquei surpresa e muito feliz, pois é muito importante receber um prêmio nacional concorrendo com mulheres do País todo de várias áreas, ainda mais que é um reconhecimento do CNPq. Sinto que é muito gratificante ter essa oportunidade de representar tantas mulheres que são nossas parceiras de pesquisas e receber um prêmio desses, para mim, que sou professora, também pode servir para incentivar a futura geração de mulheres na ciência que estamos formando”, declarou.

A categoria “Estímulo” reconhece e incentiva a continuidade do trabalho de pesquisadoras que concluíram o doutorado a partir de 2010. Letícia graduou-se em Ciências Biológicas pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) em 2005. Na mesma instituição, concluiu o mestrado em Ecologia. O doutorado em Biologia Vegetal foi finalizado em 2015, na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Ela também realizou pós-doutorado no Centro de Referência em Informação Ambiental, em Campinas (SP).

O anúncio do prêmio nacional ocorreu após a pesquisadora receber uma honraria internacional concedida pela CoR (Cultures of Resistance), entidade fundada pela diretora de cinema brasileira Iara Lee.

O reconhecimento internacional foi motivado por uma iniciativa que reúne pesquisadores da UFMS, o povo indígena Kadiwéu, de Mato Grosso do Sul, e exemplares da árvore pau-santo (Bulnesia sarmientoi). Letícia liderou uma expedição responsável pelo plantio de cerca de 400 mudas da espécie, considerada rara e sagrada pelos povos originários, na Terra Indígena localizada no município de Miranda. As mudas haviam sido cultivadas por aproximadamente 40 anos no Laboratório Ecologia da Intervenção.

Em 2021, a professora já havia sido contemplada com o Prêmio Mulheres na Ciência, concedido pela L’Oréal, pela Academia Brasileira de Ciências e pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

(Com informações de Campo Grande News)
(Foto: Divulgação/UFMS)

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