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Redes sociais podem ser proibidas para menores de 15 anos na Dinamarca

Primeira-ministra afirma que proposta visa proteger crianças e adolescentes dos efeitos negativos do uso excessivo das redes

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Dinamarca –  A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, anunciou nesta terça-feira (7) que o governo pretende proibir o uso de redes sociais por menores de 15 anos. A proposta foi apresentada durante a abertura da nova sessão parlamentar e tem como objetivo proteger crianças e adolescentes dos efeitos negativos do uso excessivo da internet.

“O governo propôs proibir várias redes sociais para crianças e jovens menores de 15 anos”, afirmou Frederiksen em seu discurso. De acordo com a líder dinamarquesa, a iniciativa faz parte de um esforço para reduzir o impacto do ambiente digital na saúde mental e no desenvolvimento social das novas gerações.

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O projeto de lei ainda não tem data definida para ser apresentado, mas deve prever exceções: adolescentes de 13 e 14 anos poderão acessar determinadas plataformas, desde que com autorização dos pais ou responsáveis.

Frederiksen defendeu que a medida é uma resposta à crescente influência da tecnologia sobre o comportamento juvenil. “O telefone celular e as redes sociais roubam a infância de nossos filhos”, declarou, ao destacar que cerca de 60% dos jovens entre 11 e 19 anos preferem passar o tempo livre em casa em vez de socializar pessoalmente com amigos.

Embora a proposta tenha recebido apoio de parte da população, o governo ainda não esclareceu como a proibição será fiscalizada. Especialistas esperam que o debate envolva discussões sobre privacidade, responsabilidade parental e a atuação das empresas de tecnologia.

A Dinamarca se soma a uma série de países que vêm estudando formas de regulamentar o uso das redes entre menores de idade.

A Austrália, por exemplo, aprovou em 2024 uma lei que proíbe o acesso a plataformas como TikTok, X, Facebook e Instagram para usuários com menos de 16 anos. Já a Grécia sugeriu à União Europeia a criação de uma “maioridade digital”, estabelecendo uma idade mínima para o uso das redes sem o consentimento dos pais.

(Com informações de Carta Capital)
(Foto: Reprodução/Freepik/Natusm)

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