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Campinas recebe maior fábrica do mundo de ‘mosquitos do bem’ que combatem a dengue

Fábrica tem capacidade de gerar até 190 milhões de mosquitos por semana, modificados com bactéria que bloqueia transmissão de doenças

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Mosquitos do bem – A empresa britânica de biotecnologia Oxitec, referência internacional no controle biológico de pragas, inaugurou em Campinas (SP) um novo complexo de produção de mosquitos. O espaço, considerado o maior do mundo, foi criado para atender à crescente necessidade de soluções contra a dengue no Brasil.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o país registrou em 2024 o maior número de casos suspeitos de dengue nas Américas — foram 6.296.795 ocorrências, das quais 3.040.736 tiveram confirmação em laboratório.

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Com capacidade para gerar até 190 milhões de mosquitos por semana, o complexo produzirá machos da linha “Aedes do Bem” e versões do Aedes aegypti modificadas com a bactéria Wolbachia, que bloqueia a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Mosquitos “do bem”?

A bactéria Wolbachia é inofensiva para humanos e animais e impede que o vírus se replique dentro do mosquito. Dessa forma, mesmo que o inseto pique uma pessoa, ele não é capaz de transmitir a doença.

A técnica baseia-se na substituição populacional: ao se reproduzirem com mosquitos selvagens, os insetos portadores da Wolbachia gradualmente transformam a população local, que passa a ser formada, em sua maioria, por mosquitos incapazes de disseminar o vírus, explicou a Veja.

Já os “Aedes do Bem” utilizam uma estratégia genética distinta. Nela, machos modificados acasalam com fêmeas selvagens e transmitem um gene letal às filhas, impedindo que elas cheguem à fase adulta — o que reduz expressivamente a quantidade de fêmeas transmissoras.

Até julho de 2025, a unidade da Wolbit do Brasil, em Curitiba (PR), ocupava o posto de maior biofábrica do mundo voltada à criação de mosquitos infectados com Wolbachia. A liderança, no entanto, foi superada pela nova instalação da Oxitec.

Resultado de uma parceria entre o World Mosquito Program, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto de Biologia Molecular do Paraná, a Wolbit possui capacidade para produzir até 100 milhões de ovos de mosquitos por semana e conta com apoio do Ministério da Saúde.

(Com informações de RT Brasil)
(Foto: Reprodução/Freepik/EyeEm)

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