Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] | CNPJ: 15.579.279/0001-87
Notícias

Sensor sem bateria monitora coração usando transmissão de energia corporal

Transmissão de energia – Pesquisadores da Seoul National University apresentaram, em maio de 2026, um dispositivo ultrafino capaz de monitorar sinais cardíacos sem o uso de baterias. Batizado de SkinECG, o sistema foi descrito em um estudo publicado na Science Advances e utiliza o próprio corpo humano como meio de condução para transmitir energia até o sensor aplicado na pele.

A proposta da tecnologia é permitir o monitoramento contínuo da saúde sem depender de recargas frequentes ou substituição de baterias convencionais. O dispositivo funciona por meio de dois elementos principais: um transmissor externo de energia e um sensor eletrônico ultrafino aderido à pele como um adesivo.

LEIA: Novo ‘Ozempic’ oral controla compulsão alimentar agindo no cérebro

O transmissor envia energia eletromagnética de baixa potência para o corpo humano, enquanto o SkinECG capta essa energia para alimentar seus circuitos internos. Segundo os pesquisadores, o sistema utiliza uma técnica chamada “acoplamento ortogonal”, em que o campo elétrico responsável pela transmissão energética opera em direção diferente do sinal biológico captado pelo sensor. Essa separação reduz interferências elétricas e melhora a precisão das leituras cardíacas.

Na prática, o corpo humano funciona como um canal de condução entre o transmissor e o adesivo eletrônico. A energia percorre os tecidos até alcançar o sensor, onde pequenos circuitos convertem essa transmissão em eletricidade suficiente para manter o dispositivo funcionando continuamente, sem necessidade de armazenamento em baterias.

Depois de energizado, o SkinECG utiliza eletrodos em contato direto com a pele para captar os impulsos elétricos gerados pelos batimentos cardíacos, em um funcionamento semelhante ao de um eletrocardiograma tradicional. As informações coletadas são processadas pelo circuito integrado do sensor e transmitidas sem fio para dispositivos externos, como smartphones e computadores.

O estudo destaca que a separação entre o fluxo de energia e o sinal cardíaco foi um dos fatores essenciais para o desempenho do dispositivo. Em sistemas convencionais de transmissão sem fio, o fornecimento de energia pode produzir ruídos elétricos que afetam a leitura dos sinais biológicos. No caso do SkinECG, a arquitetura ortogonal minimiza essas interferências e permite medições contínuas mesmo durante movimentos do usuário.

Os pesquisadores afirmam que a necessidade de recarga constante ainda é um dos principais obstáculos para sensores aplicados à saúde. Esse fator pode limitar tanto o monitoramento clínico contínuo quanto o acompanhamento remoto de pacientes fora do ambiente hospitalar.

Com a nova abordagem, o SkinECG surge como uma alternativa para a coleta contínua de dados fisiológicos. Além do monitoramento cardíaco, os pesquisadores indicam que a tecnologia poderá futuramente ser adaptada para outros tipos de sensores biomédicos aderidos à pele.

(Com informações de Tecmundo)

(Foto: Reprodução/Magnific)

Artigos relacionados

O que a ‘remada viking’ da Noruega na Copa revela sobre a cultura sindical do país

Performance coletiva que chamou a atenção do público durante o torneio dá...

Ministro do STF suspende multas da NR-1 sobre saúde mental no trabalho por 90 dias

Suspensão do caráter punitivo da medida não isenta empresas de aplicarem novas...

Pesquisa revela que quanto mais jovem, mais se muda de emprego no Brasil

Dados mostram alta rotatividade entre trabalhadores mais novos, enquanto mercado registra aumento...

Homem é preso por planejar morte do filho e relatar intenção ao ChatGPT

Investigação teve início após alerta da OpenAI ao FBI sobre mensagens enviadas...