Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected] I CNPJ: 15.579.279/0001-87
Home Notícias Com emprego em alta, mais da metade dos brasileiros não teme demissão
Notícias

Com emprego em alta, mais da metade dos brasileiros não teme demissão

No entanto, a taxa de juros de 15% ao ano torna o crédito mais caro, desestimula investimentos e gera reflexos negativos sobre emprego e renda

271

Demissão – Mais da metade dos brasileiros está confiante em manter o emprego ou a principal fonte de renda nos próximos seis meses. De acordo com a Sondagem do Mercado de Trabalho, realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), 53,8% dos entrevistados descartam a possibilidade de ficar sem ocupação no curto prazo.

Entre os participantes, 42,3% afirmaram que perder o trabalho é improvável, e outros 11,5% consideram essa hipótese muito improvável. Já 13,8% veem a chance como provável, enquanto apenas 2,8% a classificam como muito provável. Quase um terço (29,7%) preferiu não opinar.

LEIA: Carteira de Identidade Nacional tem novas regras para reimpressão

O pesquisador responsável, Rodolpho Tobler, avalia que os números refletem o atual momento do mercado de trabalho, marcado por baixo índice de desocupação.

“Com a taxa de desocupação em níveis mínimos em termos histórico, é natural que os trabalhadores se sintam mais seguros na sua ocupação ou em uma realocação caso seja necessário. Esse dinamismo observado nos últimos anos tende a ser favorável para os trabalhadores”, explicou.

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reforçam esse quadro. A taxa de desemprego no segundo trimestre ficou em 5,8%, a menor desde o início da série histórica, em 2012. O levantamento também registrou recordes no rendimento médio, que alcançou R$ 3.477, e no número de trabalhadores com carteira assinada, somando 39 milhões.

Juros altos são ameaça

O resultado positivo, entretanto, convive com pressões da política monetária. A taxa Selic está em 15% ao ano, maior patamar desde 2006. Juros altos tornam o crédito mais caro, desestimulam investimentos e podem reduzir o ritmo da atividade econômica, com reflexos negativos sobre emprego e renda.

A sondagem da FGV também revelou diferenças importantes entre faixas salariais. Entre os que ganham até um salário mínimo, apenas 32,6% consideram improvável ou muito improvável perder o emprego. Esse percentual sobe para 41,3% entre quem recebe de um a três salários mínimos e chega a 62,4% entre trabalhadores com remuneração superior a três salários mínimos.

O levantamento, feito com duas mil pessoas, também abordou a percepção sobre satisfação profissional e proteção social. A maioria dos entrevistados, 59,7%, declarou estar satisfeita com o trabalho, enquanto 15,3% afirmaram estar muito satisfeitos. Já 8% se disseram insatisfeitos ou muito insatisfeitos, e 17% responderam de forma neutra.

Em relação à proteção social, 33,5% afirmaram se sentir muito desprotegidos; 37,7%, parcialmente desprotegidos; e 28,7% disseram se sentir protegidos.

(Com informações de Agência Brasil)
(Foto: Reprodução/ Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Posts relacionados

Meta pode enfrentar multa bilionária em investigação sobre ‘dark patterns’

Apuração avalia se empresa esconde opções de configuração e direciona usuários para...

Astronautas das missões Apollo relatam luzes e fragmentos misteriosos na Lua

EUA divulgaram cerca de 170 documentos sobre Fenômenos Anômalos Não Identificados, incluindo...

Juiz multa advogadas por comando para IA escondido em petição

Juiz classificou prática como ataque à integridade da atividade jurisdicional e à...

Pesquisa mapeia DNA de brasileiros e identifica risco hereditário de câncer

Projeto analisou o genoma de pacientes com câncer de mama, próstata e...