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Irã x Israel: Acusações de ciberataques aumentam tensão no Oriente Médio

Acusações mútuas de ataques cibernéticos envolvem bancos, redes sociais e inteligência artificial

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Oriente Médio – O confronto digital entre Irã e Israel atingiu um novo patamar com denúncias de ciberataques de grande escala de ambos os lados. Desde a noite de segunda-feira da última semana (16), o Irã tem enfrentado instabilidades na internet e falhas em serviços de telefonia móvel, suspeitas de serem causadas por um ataque israelense. A agência estatal IRIB relatou o caso e afirmou que seu estúdio de TV também foi alvo.

A IRIB acusou ainda o WhatsApp, aplicativo da Meta, de coletar dados sensíveis como localização e repassá-los aos serviços de inteligência de Israel. A empresa negou as alegações, afirmando que o app utiliza criptografia de ponta a ponta, não rastreia localização dos usuários e não compartilha dados com governos.

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Um grupo de hackers chamado Gonjeshke Darande (“Pardal Predador”) reivindicou a destruição de dados do Banco Sepah, uma instituição financeira iraniana. Segundo os hackers, o banco desviava recursos para financiar o terrorismo e o programa nuclear militar do país.

Como retaliação, o Irã lançou uma série de ataques cibernéticos contra infraestruturas críticas israelenses, utilizando ransomware, malware destrutivo e ataques DDoS. Grupos como APT34, APT35 e APT39 são apontados como responsáveis pelas operações, que incluem também campanhas de desinformação.

A empresa de segurança Radware alertou para o uso de botnets alimentadas por inteligência artificial nos ataques contra Israel, o que aumenta a complexidade e dificulta a detecção. A Radware recomendou reforço nas defesas, sobretudo contra phishing e outras ameaças típicas de guerras cibernéticas.

O conflito digital tem repercussões globais. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, declarou que o país está disposto a cooperar internacionalmente para combater as ameaças cibernéticas por meio do diálogo.

O governo israelense justificou ações militares como forma de impedir o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã, por meio do enriquecimento de urânio. Autoridades também afirmaram que operações recentes, incluindo censura de informações sobre o conflito, têm como objetivo demonstrar força frente às ofensivas iranianas.

A disputa cibernética entre os dois países reflete a crescente intersecção entre geopolítica e tecnologia, com efeitos ainda imprevisíveis. A guerra digital não apenas ameaça infraestruturas, mas compromete a informação e a segurança dos cidadãos.

(Com informações de Itshow)
(Foto: Reprodução/Freepik)

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