Horário de Atendimento: Das 9h as 15h | Sede: (67) 3321-2836 | [email protected]
Home TI Nova tecnologia usando luzes invisíveis identifica vídeos manipulados
TI

Nova tecnologia usando luzes invisíveis identifica vídeos manipulados

Método insere marca d'água invisível no conteúdo, feita com luzes sutis, que permitem verificar se o material foi manipulado

227

Tecnologia – A manipulação de vídeos, mais conhecida como deepfake, é uma das preocupações crescentes do avanço da inteligência artificial. Com a popularização dessas tecnologias, ficou mais difícil distinguir o que é real do que é fabricado digitalmente. No entanto, uma nova tecnologia pode ajudar a reverter esse cenário.
Pesquisadores da Universidade Cornell desenvolveram uma tecnologia que usa a luz para identificar vídeos adulterados. Chamado de iluminação codificada por ruído (NCI, na sigla em inglês), o sistema consiste na inserção de uma marca d’água invisível no conteúdo, feita por meio de luzes sutis, que permitem verificar se o material audiovisual foi manipulado.

LEIA: Polícia desmantela grupo que usava IA para falsificar identidades de médicos

Atualmente, já existem técnicas que inserem marcas d’água em vídeos, mas elas requerem câmeras especiais para a detecção. A grande inovação do sistema da Cornell é que essas luzes codificadas podem ser facilmente identificadas por câmeras comuns, sem que os espectadores notem qualquer alteração.
A tecnologia funciona por meio da modulação de luzes que cintilam de forma imperceptível ao olho humano. Elas são programadas para emitir um código invisível, mas que, ao ser processado por um computador, revela informações essenciais, como a data e a hora de criação do vídeo. Além disso, se o conteúdo for alterado de qualquer forma, o código de luz também será modificado, facilitando a detecção da falsificação.
“Conhecer os códigos usados por cada fonte de luz nos permite recuperar e examinar essas imagens de código, identificando e visualizando a manipulação. Quando alguém modifica um vídeo, as partes alteradas começam a contradizer o que vemos nos vídeos codificados, o que nos permite ver onde as alterações foram realizadas”, explica Abe Davis, professor assistente de ciência da computação na Faculdade de Computação e Ciência da Informação da Universidade Cornell.
Embora a tecnologia dependa de fontes de luz codificadas, o que limita seu uso em algumas situações, ela pode ser aplicada em eventos fechados, entrevistas coletivas e outras situações em que o controle sobre a iluminação seja possível. A facilidade de implementação e o custo acessível também são grandes atrativos dessa solução.
Abe Davis ressalta que, à medida que a manipulação de vídeos se torna mais sofisticada, essa tecnologia surge como uma ferramenta importante para garantir a autenticidade do conteúdo digital, permitindo que, no futuro, possamos ter mais confiança nas informações que consumimos.

(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik/User850788)

Posts relacionados

Usar Instagram 16 horas por dia não é vício, diz CEO da plataforma

Executivo falou em julgamento de ação movida por adolescente que acusa redes...

Anatel propõe revisão geral de regras para cabos submarinos

Expansão de novas rotas e episódios críticos na costa cearense motivaram agência...

TI

Brecha em smartwatches pode expor informações pessoais sensíveis

Pesquisa identifica que emissões eletromagnéticas de relógios conectados à rede celular podem...

TI

Moderação do Discord é falha e permite crimes contra crianças, aponta relatório policial

Documento elaborado pelo Núcleo de Observação Digital destaca dificuldades na identificação de...